Amazônia em chamas: Quais os impactos e como reduzi-los

Nos últimos meses as queimadas na floresta amazônica receberam o foco da maioria dos meios de comunicação pela intensidade e os impactos causados. Estes impactos são tanto ambientais, éticos, sociais e políticos dentro do Brasil, quanto impactos na imagem e nas relações internacionais.

De acordo com os dados do INPE, especificamente no mês de agosto deste ano, o número de focos de incêndio ultrapassou em aproximadamente 5 mil a média histórica, chegando a 30901 focos. Em 2018, no mesmo período, foram 10421, cerca de 20 mil focos a menos.

De acordo com uma análise realizada pela WWF-Brasil sobre os dados do INPE e de imagens de satélites, este aumento é diretamente relacionado ao desmatamento da floresta. Ainda sobre a análise feita pela WWF-Brasil, é improvável que o aumento dessas taxas sejam por causa de acidentes, visto que diferente da seca histórica de 2017 estamos em um ano com umidade relativamente alta, e sim para limpeza de áreas recém desmatadas.

Por consequência desse aumento nas queimadas, tivemos uma piora relevante na imagem internacional do Brasil sobre a sustentabilidade e proteção ambiental. Países europeus, como Noruega e Alemanha, bloquearam doações para o fundo de proteção da Amazônia e França e Colômbia convocaram reuniões internacionais para tentar criar medidas e reduzir os danos atuais e futuros.

A repercussão explodiu com a chegada da fumaça a cidade de São Paulo, carregada pelos chamados Rios Voadores da região centro-oeste para a sudeste. Em razão desta fumaça, tiveram ocorrências de chuva escura em alguns pontos da cidade.

Estes impactos ambientais, como esta chuva escura, vem ainda com danos a fauna e flora, criando desequilíbrios nos ecossistemas, redução da captação de água para o solo e da qualidade do ar. 

Claramente as queimadas não são o único problema. Além delas há também a poluição e o desperdício de recursos. Estes problemas juntos causam ainda mais impactos. Em situações como essas é sempre válido ressaltar a importância dos cuidados ambientais mais “básicos”, como:

  • Manter dispositivos eletrônicos ligados somente durante o uso;
  • Reduzir o consumo de água;
  • Separar o lixo reciclável;
  • Utilizar painéis solares para aquecimento de água e geração de energia;
  • Substituir lâmpadas e outros equipamentos de maior consumo por equipamentos novos e mais econômicos;
  • Reduzir o uso de carro próprio, priorizando transportes coletivos e carros compartilhados.

Mesmo que seja pequeno o impacto causado no dia a dia e de imediato por essas ações, se cada pessoa faz sua parte, principalmente a longo prazo, teremos um resultado verdadeiramente relevante, com mudanças e melhorias no ambiente e qualidade de vida.

André Rezende
Assessor de Publicidade