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Afinal, como a energia elétrica chega em nossas casas?

A eletricidade é algo essencial para a sociedade e o funcionamento de quase tudo que usamos no dia a dia, como nos celulares, nos elevadores e até na luz elétrica das lâmpadas. Mas você já parou para pensar de onde ela vem? Como ela funciona? Como ela chega até a sua casa? Será que toda a eletricidade é igual?

Neste post, falaremos um pouco sobre a definição dos diferentes tipos de eletricidade, do seu processo de transmissão, das vantagens da forma utilizada e como conseguirmos usá-la dentro de nossas casas.

O que é a corrente alternada?

A corrente elétrica pode ser definida como o movimento de cargas negativas levando, através das linhas de transmissão, a energia de um ponto a outro. Esses movimentos podem ser divididos em duas categorias: contínuo e alternado.

A corrente do tipo contínua tem como principal característica o seu fluxo de cargas caminhando em apenas um sentido durante todo o processo. Já a corrente do tipo alternada se difere da primeira porque existem trocas constantes na sua direção. No Brasil, os elétrons que transportam a energia para nossas casas repetem o mesmo caminho 60 vezes por segundo, explicado pela frequência que é adotada por padrão pelas companhias de energia.

Ela foi criada nos Estados Unidos no fim do século XIX por George Westinghouse e Nikolas Tesla para resolver o problema da transmissão de energia em Nova Iorque. Para isso foi desenvolvido um completo trabalho em cima de campos elétricos rotacionais que geraram muito impacto para a ciência.

Como a energia é transportada?

Grande parte da energia usada no dia a dia é gerada em usinas hidrelétricas que se encontram muito distantes de onde ela precisa ser consumida. Por isso, é necessário transportá-la por cabos quilométricos que atravessam vários estados até chegar em seu destino.

As principais usinas produtoras de energia se encontram no Paraná, no Pará e em Rondônia. Como a região que mais consome no Brasil é o sudeste, então esse transporte precisa ser bem feito para ter o menor quantidade de perdas durante caminho.

Para otimizar esse processo, o tipo usado no Brasil para essa transmissão é o alternado, assim como em grande parte do mundo.

Por que isso é vantajoso?

Uma forma de reduzir as perdas no processo de transmissão é utilizar de altas tensões elétricas para atravessar esses milhares de quilômetros. A corrente do tipo alternada permite ser trabalhada com maiores tensões mais facilmente, quando comparada com a contínua. No Brasil, as tensões elétricas usadas nas linhas de transmissão variam entre 138 kV e 765 kV.

Como usamos a energia que chega na nossa casa?

Porém, é praticamente impossível utilizar a eletricidade com esses valores tão altos dentro de nossas casas, porque isso ofereceria grandes riscos às pessoas e aos equipamentos elétricos. Então, essa tensão é reduzida para 110 V ou 220 V, próximo das residências dependendo da região. Mas esse processo apenas diminui o valor dela, sendo necessário um transformador interno em cada aparelho que funcione com corrente contínua.

Com tudo isso, podemos ver que todas as escolhas adotadas entre gerar, transmitir e utilizar a eletricidade, são pensadas para minimizar perdas e melhorar o consumo. Todas elas foram muito pesquisadas e testadas antes de serem colocadas em prática. Você também pode aprender formas de melhorar o consumo dentro da sua própria casa aqui.
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Lucas Souza. Consultor de Tecnologia
2018-08-30T20:47:33+00:00quinta-feira, 30/08/2018|Eficiência Energética, Projetos Elétricos|