Os 3 sistemas de proteção contra raios mais comuns

Você sabe o que é um SPDA? Um Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas, ou Para-raios, protege sua residência contra descargas elétricas vindas de qualquer meio. Este texto separa os tipos mais comuns desses sistemas atualmente.

Dito isso, agora precisa saber sobre os tipos de proteção disponíveis e qual seria adequada para a sua casa. Mas nem todo mundo tem o tempo para ter uma pesquisa detalhada sobre o assunto, então separamos os tipos mais comuns aqui.

1 – Para-raios de Franklin (Método do Ângulo de Proteção)                                                 

Antes de tudo, vamos ter em mente que a instalação de um sistema de proteção é uma exigência do Corpo de Bombeiros. Eles são normatizados pela ABNT na norma NBR-5419-2015, sendo dela a origem do nome SDPA no Brasil.

O sistema de proteção por Para-raios de Franklin é o mais conhecido e ainda é o mais comum, ele protege a estrutura em um formato de cone, por meio de uma haste metálica com captores, e fios condutores isolados para conduzir os raios até o solo. É uma espécie de aterramento, ideal para pequenos edifícios. A nova norma define que os captores deverão se posicionar de acordo com o nível de proteção, com ângulos a serem definidos de acordo com a extensão do local. Este sistema é o mais barato, porém menos seguro. Mesmo com todas as alterações na norma, o Método do Ângulo de Proteção vêm caindo em desuso.

2 – Gaiola de Faraday

Esse sistema é um conjunto de hastes captoras e condutores aterrados que isolam seu interior, protegendo o edifício dentro da “gaiola”. Este método é comumente utilizado na Europa e cresce bastante no Brasil, provém maior proteção, porém não tem um preço baixo.

A proteção também é relativa à distância entre os condutores, quanto mais próximos um do outro, maior a proteção. Nesse sistema, o raio bate na grade, a carga é conduzida para as laterais e desce até o solo.

Vale lembrar que, tanto esse SPDA, quanto o de Franklin usam hastes metálicas pontiagudas e são de materiais considerados bons condutores, para o sistema funcionar corretamente.

3 – Inibidor de Raios

Comumente utilizados em aeroportos, esse sistema de proteção age de uma forma diferente. Ele inibe o processo de formação do raio, inibindo a ação natural em sua área de proteção.

Os sistemas tradicionais protegem as estruturas, mas não protegem inteiramente os equipamentos comuns que possam ser afetados pelos raios, em maior ou menor medida. O inibidor, por impedir a formação natural do raio, oferece um nível de proteção maior para os equipamentos dentro de sua zona.

Estes são os tipos mais comuns de sistemas de proteção contra raios. Os sistemas de Franklin e Faraday são os mais encontrados no mercado atualmente, mas a escolha para a instalação depende de qual será o mais adequado para o seu uso.

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Bônus

            Diferente dos outros SPDAs apresentados, este é identificado por seus captadores em formato de discos sobrepostos. O material radioativo mais utilizado na sua fabricação é o Américo-241. Porém, seu uso e fabricação foram proibidos no Brasil pela Comissão Nacional de Energia Nuclear

Inicialmente o material radioativo seria mais eficiente na proteção de edifícios que os demais sistemas, até que estudos revelaram que este para-raios não tinha desempenho superior aos outros, tornando seu uso injustificável. O elemento radioativo é usado para atrair os raios, e funcionava sob o mesmo princípio de condução de Franklin.

A instalação correta de um SPDA é muito importante. Sempre tenha em mente uma empresa ou engenheiro de confiança para fazer sua análise e instalação. Isso evita graves erros na proteção dos seus equipamentos e estruturas. Então lembre de pesquisar com quem você irá fazer antes de fazer!

Autor: Ian Cidade, Consultor de Tecnologia