O que é um Arduino e qual o seu impacto em projetos de eletrônica

 

Neste post, explicaremos o que é esta ferramenta, quais suas aplicações e como a mesma mudou a forma de arquitetar e prototipar projetos de eletrônica.

Com uma gama enorme de conteúdo disponível na internet, baixos custos, maior agilidade de prototipagem, bibliotecas prontas e constante aprimoramento, o Arduino é hoje a mais popular das plataformas microcontroladas no âmbito da robótica e dos projetos de eletrônica. Ademais, tem desempenhado o papel de estimular a disseminação do livre conhecimento entre makers (ou “fazedores”) de uma rede gigantesca composta por estudantes, profissionais, hobbystas e entusiastas.

 

O que é?

De forma geral, Arduino é uma plataforma microcontrolada de prototipagem eletrônica que junta hardware e software em um único dispositivo. Ou seja, você pode programar uma placa Arduino para executar tarefas que vão desde acender um LED a controlar um VANT, por exemplo.

Atualmente, existem diversos modelos de placas com diferentes configurações no mercado. Eles variam em capacidade de processamento, número de entradas e saídas, circuitos periféricos etc. As placas utilizam desde microcontroladores Atmel AVR de 8 bits a microcontroladores de 32 bits com núcleo ARM, ambos programados em linguagem C/C++ por meio da IDE disponibilizada no site do Arduino.

Por ser Open Source, o projeto garante aos usuários a liberdade de estudar, modificar e distribuir desenhos mecânicos, esquemáticos, listas de materiais, dados de layout e códigos-fonte da plataforma.

 

Como surgiu?

A primeira placa de Arduino foi produzida em 2005 na Itália com intuito de ajudar estudantes de design sem nenhum conhecimento prévio de eletrônica ou programação a criar protótipos capazes de conectar o mundo físico ao mundo digital.

O projeto também tinha como objetivo fortalecer a ideia de Open Source Hardware e de comunidades DIY (“do it yourself” ou “faça você mesmo”). A divulgação da  ferramenta aumentou e resultou em contribuições de milhares de pessoas que passaram  a dar suporte em fóruns sobre o assunto.

Desde então, a companhia e a comunidade maker desenvolveram dezenas de novos modelos de placas, sensores, módulos e bibliotecas, expandindo exponencialmente as áreas de aplicação da plataforma.

 

O que é possível fazer com um Arduino?

Atualmente, os campos da medicina, energia, robótica e, principalmente, da automação têm usufruído bastante de projetos eletrônicos micro controlados por Arduino.

Na medicina, tornozeleiras eletrônicas combinam serviços de GPS com sensores de proximidade e geradores de vibração, funcionando como um guia para deficientes visuais. Em projetos de eficiência energética, a plataforma é empregada na medição do consumo de aparelhos elétricos/eletrônicos. Na robótica e na automação, surgem cada vez mais projetos Arduino que utilizam protocolos IoT (“Internet of Things” ou “Internet das Coisas”) para conexão à internet e recepção de dados de sensores sob demanda e em tempo real. Essa utilidade tem sido amplamente expandida, uma vez que conectividade entre dispositivos tem sido uma das principais tendências nesse âmbito.

 

Arduino e os impactos em projetos de eletrônica

Iniciativas como o Arduino têm impactado tanto os desenvolvedores, quanto o mercado de projetos de eletrônica, uma vez que simplificam o desenvolvimento e estabelecem um mercado mais aberto, que conta com mais projetos de distribuição livre e estimula a disseminação de informação.

Até pouco tempo, desenvolvedores precisavam debruçar-se sobre datasheets de sensores e estudar os seus respectivos protocolos por horas. Atualmente, com apenas algumas linhas de código é possível fazer a leitura do mesmo tipo de sensor e plotar os dados recebidos na Serial Monitor (mostrador dos dados enviados pelo microcontrolador disponível na IDE do Arduino).

Além disso, este cenário colaborativo faz com que projetos que antes demoravam anos para serem concluídos, sejam finalizados em meses, agilizando a produção de novas ferramentas.

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Autores: João Melga, Trainee.